OBRA EM METODO NAO DESTRUTIVO SABESP - REDE ESGOTO
Por: Admin - 13 de Setembro de 2026
Expansão das obras de saneamento abre espaço para nova geração da engenharia de infraestrutura
O avanço dos investimentos em saneamento básico no Brasil está criando um dos maiores ciclos de oportunidades das últimas décadas para empresas, engenheiros, técnicos, operadores e jovens que desejam construir uma carreira ligada à infraestrutura urbana.
Um exemplo desse movimento acontece em São Paulo. Segundo informações divulgadas pela Sabesp, a companhia se aproxima de um período de forte concentração de obras civis e execução de investimentos, com crescimento das frentes destinadas à ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Esse cenário representa muito mais do que grandes números de investimento.
Ele mostra que a infraestrutura subterrânea das cidades brasileiras está passando por uma transformação que exigirá novas tecnologias, profissionais qualificados e uma geração preparada para construir as cidades dos próximos anos.
Saneamento passa por um dos maiores ciclos de obras de sua história
Entre os projetos destacados pela Sabesp estão a ampliação e modernização de grandes estações de tratamento de esgoto da Região Metropolitana de São Paulo.
A ETE Barueri, considerada uma das maiores estruturas de tratamento de esgoto da América Latina, deverá ampliar significativamente sua capacidade de operação.
Também está prevista uma grande expansão da ETE Parque Novo Mundo, acompanhando o crescimento da infraestrutura necessária para aumentar a coleta e o tratamento de esgoto na região.
Outro ponto importante desse ciclo será o avanço das redes de saneamento.
Segundo as informações divulgadas pela companhia, o número de frentes destinadas à implantação de novas redes e modernização das tubulações existentes deverá crescer significativamente.
Na prática, isso significa mais quilômetros de redes sendo construídos, substituídos e modernizados.
E cada quilômetro de infraestrutura subterrânea representa uma cadeia completa de engenharia envolvendo projetos, topografia, escavação, perfuração, tubulações, soldagem, inspeção, máquinas, equipamentos, pavimentação, segurança e gestão de obras.
Guarulhos mostra o tamanho do desafio da universalização
Um dos exemplos mais relevantes desse processo está em Guarulhos, segundo maior município do Estado de São Paulo.
Durante muitos anos, grande parte do esgoto produzido pela cidade não recebia tratamento adequado.
Com a expansão da infraestrutura de saneamento, a cobertura vem crescendo rapidamente e a expectativa é continuar avançando até a universalização dos serviços.
Esse tipo de transformação demonstra o tamanho do desafio existente nas grandes cidades brasileiras.
Levar saneamento para milhões de pessoas exige construir redes em regiões extremamente urbanizadas, com trânsito intenso, interferências subterrâneas, redes de gás, energia, telecomunicações e diferentes tipos de ocupação urbana.
É justamente nesse ambiente que tecnologias modernas de engenharia se tornam cada vez mais importantes.
Métodos Não Destrutivos ganham espaço nas cidades
Entre as tecnologias que mais devem crescer com a expansão das redes estão os Métodos Não Destrutivos, conhecidos como MND.
Os Métodos Não Destrutivos permitem instalar, substituir, inspecionar ou recuperar redes subterrâneas reduzindo a necessidade de grandes escavações.
Uma das técnicas mais conhecidas é a Perfuração Horizontal Direcional, ou HDD, utilizada para instalar tubulações subterrâneas atravessando avenidas, rodovias, ferrovias, rios e regiões urbanizadas com menor interferência na superfície.
Em vez de abrir centenas de metros de vala, determinadas obras podem ser realizadas utilizando poços de entrada e saída, equipamentos de perfuração e sistemas de localização capazes de controlar a trajetória subterrânea.
Isso pode representar importantes ganhos para as cidades:
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menor interferência no trânsito;
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redução das áreas de escavação;
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menor impacto sobre moradores e comerciantes;
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maior velocidade em determinadas etapas da obra;
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possibilidade de executar travessias complexas;
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redução de recomposições extensas do pavimento;
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maior aplicação de tecnologia no processo construtivo.
Por isso, compreender MND deixou de ser um assunto restrito a poucos especialistas.
Essa tecnologia passa a ocupar uma posição cada vez mais importante dentro da engenharia de saneamento e infraestrutura urbana.
Engenharia subterrânea exige cada vez mais tecnologia
As obras modernas de saneamento não dependem apenas de escavadeiras e tubulações.
Existe hoje um conjunto crescente de tecnologias sendo incorporado às obras.
Entre elas estão:
Perfuração Horizontal Direcional — HDD, utilizada para implantação subterrânea de tubulações.
Tubulações em PEAD, cada vez mais presentes em sistemas de saneamento e outras redes enterradas.
Termofusão e eletrofusão, processos utilizados na união de tubos e conexões de PEAD.
Georadar, utilizado para auxiliar na identificação de interferências e estruturas existentes no subsolo.
Vídeo inspeção e inspeção robotizada, tecnologias que permitem avaliar internamente tubulações.
Topografia e sistemas de localização, fundamentais para o planejamento e controle das instalações.
Tecnologias de recuperação de redes, que permitem reabilitar determinadas tubulações reduzindo intervenções na superfície.
Esse conjunto de soluções mostra uma engenharia muito diferente daquela que muitos jovens imaginam quando pensam na profissão.
Existe uma combinação cada vez maior entre engenharia, máquinas, eletrônica, softwares, geotecnologia, materiais e operação especializada.
O desafio agora é formar profissionais
Quanto maior o número de obras, maior também será a necessidade de profissionais capacitados.
Engenheiros, técnicos, operadores de máquinas, soldadores de PEAD, topógrafos, especialistas em MND, profissionais de segurança e gestores de obras passam a ser peças fundamentais desse novo ciclo de infraestrutura.
O problema é que parte dessas profissões ainda é pouco conhecida por quem está entrando no mercado de trabalho.
Muitos estudantes conhecem engenharia civil principalmente pela construção de edifícios.
Poucos têm contato, durante a formação, com uma máquina de perfuração horizontal direcional, uma estação de termofusão, um sistema de georadar ou um robô de vídeo inspeção.
Para o Eng. Leonardo Neves, aproximar esses profissionais das tecnologias utilizadas nas obras é uma das maneiras de despertar interesse pelo setor.
Com atuação em infraestrutura urbana e saneamento desde 2015, Leonardo Neves vem concentrando parte de seu trabalho na divulgação dos Métodos Não Destrutivos, das tecnologias para redes subterrâneas e das oportunidades profissionais existentes nesse mercado.
A ideia é mostrar que existe uma engenharia acontecendo diariamente abaixo das cidades e que ela precisa de uma nova geração de profissionais.
Arena Infra aproxima profissionais da tecnologia
Foi justamente com essa proposta de aproximação que surgiu o projeto Arena Infra.
O projeto leva profissionais para perto das máquinas, equipamentos, materiais e tecnologias utilizadas em obras reais de infraestrutura.
Em vez de concentrar o aprendizado apenas em apresentações tradicionais, o formato busca aproximar teoria e prática.
Durante encontros, workshops, feiras e eventos do setor, profissionais podem conhecer aplicações relacionadas a:
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Métodos Não Destrutivos;
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perfuração HDD;
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tubos de PEAD;
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termofusão;
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eletrofusão;
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inspeção de redes;
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recuperação de tubulações;
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máquinas para infraestrutura;
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segurança em obras;
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novas tecnologias para construção subterrânea.
Essa aproximação é especialmente importante para estudantes e jovens profissionais.
Ver um equipamento funcionando pode despertar uma curiosidade que muitas vezes não aparece dentro de uma sala de aula.
Eventos de saneamento também são espaços de formação profissional
Feiras, congressos e encontros técnicos de saneamento e infraestrutura possuem um papel cada vez mais importante na formação dos profissionais.
Eventos como Fenasan, Paving Expo, Arena M&T e encontros do Arena Infra reúnem fabricantes, construtoras, concessionárias, operadores, engenheiros e especialistas.
Para quem está começando na profissão, participar desses ambientes representa uma oportunidade de enxergar o tamanho da cadeia de infraestrutura existente no Brasil.
É possível conhecer máquinas que trabalham abaixo das cidades, sistemas utilizados para tratar milhões de litros de água e esgoto, tecnologias de soldagem de grandes tubulações e soluções desenvolvidas para reduzir impactos das obras urbanas.
Esses ambientes também ajudam a mostrar que dentro da infraestrutura existem dezenas de caminhos profissionais.
Um jovem pode começar como operador e se tornar especialista em determinado equipamento.
Pode iniciar como técnico e posteriormente assumir funções de supervisão ou gerenciamento.
Pode entrar em uma faculdade de engenharia e seguir para projetos, execução, planejamento, fiscalização ou desenvolvimento de novas tecnologias.
A infraestrutura oferece diferentes portas de entrada.
Fazer os jovens enxergarem a engenharia de outra maneira
Existe um desafio de comunicação dentro da própria engenharia.
Grandes obras são realizadas diariamente, mas boa parte da população não conhece os profissionais, equipamentos e tecnologias responsáveis por fazê-las acontecer.
Nas redes sociais, profissões ligadas à tecnologia, entretenimento e economia digital conseguem apresentar de forma clara suas oportunidades.
A engenharia também precisa fazer isso.
Mostrar uma máquina HDD atravessando uma avenida.
Mostrar como dois tubos de PEAD são soldados.
VEJA VIDEO SOLDAS EM TERMOFUSAO - TUBOS PEAD NA PRATICA PASSO A PASSO
Mostrar como um robô percorre uma tubulação de esgoto.
Mostrar como um georadar consegue identificar elementos abaixo do pavimento.
Mostrar como uma estação de tratamento funciona.
Tudo isso ajuda a transformar a percepção sobre a profissão.
VEJA VIDEO SOLDAS EM TERMOFUSAO - TUBOS PEAD NA PRATICA PASSO A PASSO
É também uma das frentes defendidas pelo Eng. Leonardo Neves por meio de conteúdos técnicos, eventos e do projeto Arena Infra: aproximar a engenharia das pessoas.
Não apenas dos profissionais que já trabalham no mercado, mas daqueles que ainda estão escolhendo uma profissão.
O Brasil precisará de uma nova geração de profissionais de infraestrutura
Universalizar o saneamento brasileiro não será apenas uma questão de investimento.
Será também uma questão de pessoas.
Serão necessários profissionais capazes de planejar obras, operar equipamentos, interpretar projetos, trabalhar com novas tecnologias e executar redes com segurança e produtividade.
E esse movimento abre espaço para milhares de jovens.
A próxima geração de engenheiros pode trabalhar com cidades inteligentes, redes subterrâneas, máquinas de perfuração, sistemas de monitoramento, geotecnologia, tubulações de alta performance e tecnologias que talvez ainda nem estejam amplamente difundidas no Brasil.
O crescimento dos investimentos em saneamento mostra que esse mercado está em transformação.
Projetos como o Arena Infra, combinados com a presença da engenharia em grandes eventos e com a divulgação técnica realizada por profissionais como o Eng. Leonardo Neves, ajudam a apresentar esse universo para uma audiência muito maior.
Quanto mais pessoas conhecerem a infraestrutura, maior será a possibilidade de novos profissionais se interessarem pelo setor.
E talvez uma das maiores contribuições desta geração de engenheiros seja justamente essa:
construir as redes que transformarão as cidades e, ao mesmo tempo, formar e inspirar a próxima geração que continuará construindo a infraestrutura do Brasil.
FONTE DE INFORMACOES CNN: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/dois-anos-apos-privatizacao-sabesp-chega-ao-pico-de-obras-afirma-ceo/#goog_rewarded