EMPRESA OBRAS DE SANEAMENTO E METODOS NAO DESTRUTIVOS
Por: Admin - 05 de Setembro de 2026
Nova regra da Sabesp restringe terceirização de operadores de retroescavadeira e reforça responsabilidade nas obras
Medida busca aumentar a segurança, reduzir acidentes e estreitar o vínculo entre operadores, empresas contratadas e responsabilidade pela execução das obras de saneamento
A Sabesp publicou em 3 de setembro de 2026 uma nova determinação para seus contratos de obras, restringindo a subcontratação de operadores de retroescavadeiras e exigindo que esses profissionais façam parte diretamente do quadro de funcionários da empresa CONTRATADA. UM DOS MOTIVOS FOI O ACIDENTE COM MORTE
O comunicado estabelece prazo para adaptação das empresas e representa uma mudança importante na forma como a mão de obra operacional é estruturada dentro das obras de saneamento e infraestrutura urbana em São Paulo.
Mais do que uma mudança administrativa, a decisão chama atenção para um assunto que precisa ser cada vez mais discutido no setor de infraestrutura:
Quem realmente executa a obra e quem efetivamente responde pelas pessoas, máquinas e decisões tomadas dentro do canteiro?
A nova regra da Sabesp aproxima justamente essas duas pontas.
Por que a Sabesp decidiu mudar a regra para operadores de retroescavadeira?
De acordo com o comunicado oficial, a decisão foi tomada diante da recorrência de acidentes e ocorrências de segurança envolvendo a operação de retroescavadeiras em atividades realizadas dentro dos contratos da companhia.
O objetivo declarado pela Sabesp é reforçar:
prevenção de acidentes, gestão de riscos e proteção da integridade física dos trabalhadores e de terceiros.
Retroescavadeiras estão presentes diariamente em obras de implantação, manutenção e ampliação de redes de água e esgoto.
São máquinas extremamente produtivas, mas que trabalham frequentemente em ambientes urbanos complexos, próximos a trabalhadores, veículos, pedestres e diversas redes subterrâneas existentes.
Uma decisão errada durante uma escavação pode atingir redes de gás, energia elétrica, telecomunicações, água ou outros ativos enterrados.
Por isso, segurança em obras de saneamento não depende apenas da máquina ou da habilidade individual do operador. Depende de gestão, treinamento, planejamento e definição clara das responsabilidades.
Operador de retroescavadeira deverá ter vínculo direto com a contratada
A determinação da Sabesp é objetiva.
As atividades de operação de retroescavadeiras deverão ser executadas exclusivamente por profissionais integrantes do quadro próprio da CONTRATADA, com vínculo empregatício direto pelo regime CLT.
O comunicado proíbe a utilização, para essa função, de:
-
empresas subcontratadas;
-
operadores autônomos;
-
pessoas jurídicas;
-
MEIs;
-
EPPs.
A Sabesp também revogou autorizações anteriormente concedidas para subcontratação da operação de retroescavadeiras.
Na prática, a mensagem é clara:
quem possui responsabilidade sobre o contrato precisa aumentar seu controle sobre quem está efetivamente executando uma das atividades de maior risco dentro da obra.
Terceirizar e quarteirizar demais pode criar uma cadeia difícil de controlar
A terceirização possui aplicações legítimas e importantes em diversos setores.
O problema aparece quando uma atividade passa por diferentes níveis de contratação e a cadeia operacional começa a ficar excessivamente distante da empresa que possui a responsabilidade principal pelo contrato.
A contratante contrata uma empresa.
Essa empresa terceiriza determinada atividade.
A terceira empresa pode contratar outra empresa ou profissional para realizar a operação.
Quando ocorre uma falha, um acidente ou uma situação grave dentro do canteiro, surge uma pergunta fundamental:
quem estava realmente no controle daquela atividade?
É justamente nesse ponto que a discussão sobre terceirização e quarteirização precisa ir além do custo da mão de obra.
Ela precisa considerar também:
responsabilidade, comando, treinamento, segurança, fiscalização e rastreabilidade das decisões.
Quanto maior o número de intermediários entre o responsável pelo contrato e quem está efetivamente colocando a mão na obra, maior pode ser a dificuldade de manter uma cultura única de segurança e gestão.
Responsabilidade precisa ter nome, comando e vínculo
Uma obra de infraestrutura envolve muito mais pessoas do que apenas a empresa executora.
Existe o cliente.
Existem engenheiros, técnicos e operadores.
Existem os trabalhadores que estão dentro do canteiro.
Existem empresas responsáveis por redes subterrâneas existentes.
E existem também moradores, comerciantes, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que transitam todos os dias próximos às intervenções.
Em uma obra pública, portanto, responsabilidade não termina dentro da área isolada por cones e tapumes.
Uma escavação mal executada pode atingir alguém que sequer possui qualquer relação com o contrato.
Por isso, quanto mais clara for a relação entre empresa, liderança, trabalhador e execução, menor tende a ser a existência de zonas cinzentas na gestão operacional.
Não significa simplesmente colocar um profissional na folha de pagamento.
Significa criar uma estrutura na qual seja possível identificar claramente:
quem contratou;
quem treinou;
quem autorizou;
quem supervisiona;
quem determina o procedimento;
quem interrompe uma atividade insegura;
e quem responde pela gestão daquela operação.
ENGENEVES aposta na execução própria para preservar a responsabilidade sobre as obras
Essa filosofia de responsabilidade direta faz parte do modelo de atuação da ENGENEVES – Infraestrutura Urbana.
A empresa trabalha com uma premissa bastante objetiva:
não terceirizar nem quarteirizar a execução das atividades de obra como forma de manter controle direto sobre as operações e sobre as responsabilidades envolvidas no processo.
Para a ENGENEVES, não faz sentido assumir perante um cliente a responsabilidade pela execução de uma obra e, ao mesmo tempo, criar diversas camadas entre sua gestão e os profissionais responsáveis pela atividade no campo.
O compromisso precisa acompanhar a execução.
Quando a equipe está diretamente integrada à empresa, existe maior proximidade entre engenharia, produção, segurança e operação.
Isso permite construir uma cultura própria de trabalho e estabelecer procedimentos que acompanham o profissional de uma obra para outra.
Não terceirizar a responsabilidade é proteger todas as pessoas envolvidas
O princípio adotado pela ENGENEVES vai além da relação contratual.
Existe uma preocupação com todas as pessoas impactadas pela obra.
Isso inclui:
o cliente que contratou o serviço;
os colaboradores que trabalham diariamente na operação;
os profissionais das empresas e concessionárias envolvidas;
e, principalmente em obras públicas, os moradores e todas as pessoas que circulam nas proximidades da intervenção.
Em infraestrutura urbana, uma decisão tomada dentro do canteiro pode produzir consequências fora dele.
Por esse motivo, manter equipes próprias permite aproximar os profissionais da cultura e dos procedimentos da empresa, facilitando treinamento, comunicação, acompanhamento e padronização das atividades.
É uma maneira de assumir de maneira prática uma ideia simples:
se a ENGENEVES executa, a ENGENEVES precisa estar diretamente no controle da execução.
Mais de 450 km de redes construídas no Brasil desde 2015
Esse modelo acompanha a trajetória da ENGENEVES desde 2015.
Ao longo desse período, a empresa acumula mais de 450 quilômetros de redes construídas em diferentes regiões do Brasil, atuando tanto em grandes centros urbanos quanto em municípios e regiões em processo de expansão da infraestrutura.
São obras que envolvem redes de água, esgoto e diferentes soluções para infraestrutura enterrada.
A experiência acumulada em campo também contribuiu para o posicionamento da ENGENEVES entre as empresas brasileiras especializadas em Métodos Não Destrutivos – MND, especialmente na construção e ampliação de redes subterrâneas com menor interferência na superfície.
Entre essas soluções estão tecnologias como perfuração horizontal direcional – HDD, instalação de tubos PEAD, termofusão, eletrofusão, vídeo inspeção, georadar e outras técnicas aplicadas às obras de saneamento e infraestrutura urbana.
Métodos Não Destrutivos também são uma ferramenta de segurança
A discussão levantada pela nova regra da Sabesp não precisa ficar restrita aos operadores.
Ela também ajuda a colocar em pauta a forma como as obras são planejadas.
Quanto menos improvisação existir no campo, maior tende a ser o controle da operação.
É justamente nesse cenário que os Métodos Não Destrutivos para saneamento ganham importância.
Tecnologias de investigação, localização, inspeção e construção de redes subterrâneas permitem ampliar o conhecimento sobre o ambiente antes e durante a execução.
Georadar, vídeo inspeção, equipamentos de localização, topografia, perfuração horizontal direcional e tecnologias de monitoramento podem contribuir para obras com interferências mais controladas.
A inovação, portanto, não deve ser utilizada apenas para produzir mais.
Inovação precisa ajudar a produzir melhor e com mais segurança.
Leonardo Neves e a defesa por obras mais simples, rápidas e seguras
À frente da ENGENEVES está o Eng. Leonardo Neves, profissional com atuação diretamente ligada ao desenvolvimento e à disseminação de soluções para saneamento, infraestrutura urbana, tubulações em PEAD e Métodos Não Destrutivos no Brasil.
Além da atuação nas obras, Leonardo Neves participa de importantes encontros, feiras, congressos e eventos ligados à engenharia e infraestrutura urbana no Brasil e no exterior.
A proposta dessas participações não é apenas apresentar equipamentos.
É compartilhar experiências reais de campo e contribuir para a disseminação de tecnologias capazes de transformar a maneira como o Brasil constrói sua infraestrutura.
Em palestras, demonstrações técnicas e apresentações ao vivo, temas como novos materiais, equipamentos, máquinas para saneamento, métodos construtivos e tecnologias para redes subterrâneas são apresentados de maneira prática aos profissionais do mercado.
O objetivo é estimular soluções que possam tornar as obras brasileiras:
mais seguras, mais simples, mais rápidas e mais produtivas.
Arena Infra aproxima profissionais das novas tecnologias para saneamento
Essa mesma visão está presente no Arena Infra, projeto liderado pelo Eng. Leonardo Neves para aproximar profissionais das tecnologias utilizadas na infraestrutura urbana moderna.
A proposta é colocar engenharia, máquinas, materiais e métodos lado a lado.
Em vez de discutir inovação apenas teoricamente, o Arena Infra busca apresentar equipamentos funcionando, materiais sendo aplicados e técnicas sendo demonstradas na prática.
O desenvolvimento do setor depende da aproximação entre:
engenheiros, operadores, técnicos, fabricantes, construtoras, concessionárias, prestadores de serviços e gestores públicos.
E uma das discussões mais importantes desse processo é justamente a capacitação.
A nova geração de operadores precisa ser mais qualificada
A decisão da Sabesp também pode gerar um efeito positivo na valorização dos bons operadores.
Equipamentos modernos exigem cada vez mais conhecimento.
Não basta simplesmente saber movimentar uma retroescavadeira.
O operador que trabalha em uma obra de saneamento em área urbana precisa compreender sinalização, interferências subterrâneas, isolamento, proximidade de pessoas, procedimentos internos, comunicação com auxiliares e riscos específicos daquele ambiente.
Por isso, empresas de infraestrutura precisarão investir cada vez mais em:
seleção, capacitação, treinamento, reciclagem e retenção dos operadores.
Um bom operador deixa de ser apenas alguém necessário para movimentar uma máquina.
Ele passa a ser um profissional estratégico dentro da estrutura da construtora.
Empresas de infraestrutura precisam assumir a obra por inteiro
A nova regra da Sabesp coloca uma discussão importante sobre a mesa.
O mercado de infraestrutura está amadurecendo.
Clientes querem produtividade.
Querem prazo.
Querem tecnologia.
Mas também querem saber quem efetivamente está executando o serviço contratado.
Empresas estruturadas precisam ser capazes de olhar para uma obra e assumir responsabilidade pelas decisões que acontecem dentro dela.
Para a ENGENEVES, essa sempre foi uma questão central:
responsabilidade não deve ser terceirizada.
Máquinas podem ser cada vez mais modernas.
Materiais podem evoluir.
Novos métodos construtivos podem reduzir prazos.
Mas haverá sempre pessoas tomando decisões durante a execução.
E a empresa responsável pela obra precisa estar próxima dessas pessoas.
O que muda com a nova regra da Sabesp?
A Sabesp estabeleceu prazo até 23 de setembro de 2026 para que as empresas contratadas comprovem a incorporação dos profissionais necessários aos seus quadros próprios, mediante a documentação prevista no procedimento PE-PESSOAS0002, disponibilizado por meio da plataforma WeHandle.
O descumprimento poderá sujeitar a contratada às medidas contratuais cabíveis.
Portanto, empresas que executam contratos da Sabesp utilizando operadores de retroescavadeira subcontratados precisam revisar imediatamente sua estrutura operacional.
Mas talvez a discussão mais relevante seja maior do que simplesmente atender uma nova exigência contratual.
O setor precisa discutir qual modelo de execução oferece maior controle sobre segurança, treinamento, qualidade e responsabilidade.
O futuro das obras de saneamento passa por responsabilidade, tecnologia e capacitação
O Brasil vive um ciclo importante de ampliação da infraestrutura de saneamento.
Para ampliar redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e infraestrutura urbana em milhares de municípios será necessário aumentar significativamente a capacidade de execução do setor.
Mas crescimento não pode significar perda de controle.
O caminho passa pela combinação de:
empresas responsáveis, profissionais capacitados, máquinas adequadas, materiais modernos, planejamento e métodos construtivos inovadores.
A determinação da Sabesp sobre operadores de retroescavadeiras é específica, mas levanta um debate muito maior.
Não basta saber quem possui o contrato. É preciso saber quem está realmente executando a obra.
Quanto mais próxima estiver a empresa responsável das pessoas que tomam decisões no campo, maior será sua capacidade de acompanhar, corrigir, treinar e assumir efetivamente a responsabilidade pelo que acontece dentro do canteiro.
Para empresas como a ENGENEVES, que desde 2015 trabalham com foco em execução própria, infraestrutura urbana, saneamento e Métodos Não Destrutivos, essa discussão reforça um princípio essencial:
Quem assume a obra precisa assumir também a responsabilidade pela execução.
Perguntas frequentes sobre a nova regra da Sabesp
A Sabesp proibiu operadores de retroescavadeira terceirizados?
De acordo com o comunicado de 3 de setembro de 2026, para as atividades abrangidas pela determinação nos contratos da companhia, a operação de retroescavadeiras deverá ser realizada por profissionais do quadro próprio da contratada, com vínculo empregatício direto CLT.
MEI pode operar retroescavadeira em contrato da Sabesp?
A determinação cita expressamente a vedação da contratação de profissionais autônomos ou pessoas jurídicas para essa atividade, incluindo MEI e EPP.
Qual o prazo para adequação?
A Sabesp estabeleceu 23 de setembro de 2026 como prazo para comprovação da incorporação dos profissionais necessários ao quadro próprio da contratada.
Por que a Sabesp adotou essa medida?
Segundo o documento, a decisão está relacionada à recorrência de acidentes e ocorrências de segurança envolvendo retroescavadeiras e busca reforçar prevenção de acidentes, gestão de riscos e proteção de trabalhadores e terceiros.
Qual a importância de evitar excesso de terceirização e quarteirização nas obras?
Reduzir os níveis de intermediação pode aproximar a gestão da empresa dos profissionais responsáveis pela execução, favorecendo controle operacional, treinamento, comunicação, acompanhamento dos procedimentos e uma definição mais clara das responsabilidades dentro do canteiro.
A ENGENEVES terceiriza a execução de suas atividades?
A ENGENEVES adota como princípio de gestão manter controle direto sobre a execução de suas atividades de obra, evitando terceirização e quarteirização das operações como forma de preservar responsabilidade, qualidade, segurança e proximidade com clientes, colaboradores e pessoas impactadas pelas intervenções.
Fonte: Comunicado Sabesp – Carta Dir. Exec. 03-2026, de 03 de setembro de 2026 – Restrição à subcontratação de operador de retroescavadeiras – Prazo de adaptação: até 20 dias.