COMO FAZER OBRAS EM METODOS NAO DESTRUTIVOS EM SAO PAULO

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Por: Admin - 09 de Setembro de 2026

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Boas práticas em obras de infraestrutura urbana: Crea-SP e Comgás promovem encontro sobre segurança em vias públicas

Executar obras de infraestrutura em vias públicas exige muito mais do que máquinas, equipes e produtividade. Planejamento, conhecimento das interferências existentes, responsabilidade técnica e cumprimento das boas práticas são fundamentais para reduzir riscos e evitar acidentes, especialmente quando as atividades acontecem próximas a redes subterrâneas de gás, água, esgoto, energia e telecomunicações.

Nesta quarta-feira, 9 de setembro, das 14h às 16h, o Crea-SP e a Comgás realizam o Encontro de Gestão de Obras, iniciativa voltada à atualização e orientação dos profissionais que atuam na execução e gestão de obras de infraestrutura.

O encontro abordará normas técnicas, políticas municipais, orientações referenciais, procedimentos e rotinas que devem ser considerados antes e durante intervenções realizadas em vias públicas.

Rompimento de redes existentes é um dos grandes riscos das obras urbanas

As cidades possuem um verdadeiro sistema de infraestrutura abaixo do pavimento. Redes de gás, abastecimento de água, coleta de esgoto, drenagem, energia elétrica, telecomunicações e outras utilidades dividem um espaço subterrâneo cada vez mais ocupado.

Por isso, iniciar uma escavação ou perfuração sem conhecer adequadamente as interferências existentes pode representar um grave risco para trabalhadores e para a população.

O cuidado se torna ainda maior quando existem redes de distribuição de gás próximas à área de intervenção.

Um acidente envolvendo uma tubulação de gás pode exigir isolamento imediato da área e mobilização de equipes de emergência, além de trazer riscos às pessoas, danos à infraestrutura urbana, paralisação dos serviços e impactos à mobilidade.

É justamente por isso que segurança deve começar muito antes da máquina entrar em operação.

Segurança começa no planejamento da obra

Uma obra eficiente em via pública deve ser planejada considerando não apenas aquilo que será construído, mas principalmente tudo aquilo que já existe no subsolo.

Entre os pontos que devem fazer parte dessa cultura de prevenção estão:

  • levantamento prévio das interferências existentes;

  • análise de projetos e cadastros disponíveis;

  • identificação e sinalização das redes subterrâneas;

  • utilização de tecnologias de localização e investigação do subsolo quando aplicáveis;

  • planejamento da sequência executiva;

  • comunicação entre concessionárias, contratantes, responsáveis técnicos e equipes de campo;

  • definição de procedimentos de segurança;

  • sinalização e isolamento adequado da área;

  • profissionais treinados e operadores capacitados;

  • acompanhamento técnico durante as etapas críticas da execução;

  • procedimentos previamente definidos para situações de emergência.

Essas ações transformam prevenção em processo.

Uma obra segura não depende apenas da experiência do operador. Ela depende de informação, planejamento, engenharia e integração entre todos os envolvidos.

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Métodos Não Destrutivos também exigem planejamento e responsabilidade

Tecnologias de Métodos Não Destrutivos (MND) vêm transformando a implantação de redes subterrâneas no Brasil.

Soluções como a Perfuração Horizontal Direcional (HDD) permitem executar travessias e instalar tubulações reduzindo significativamente a necessidade de abertura contínua de pavimentos, diminuindo interferências no trânsito e os impactos das obras sobre as cidades.

Entretanto, utilizar uma tecnologia moderna não elimina a necessidade de planejamento.

Antes de uma perfuração direcional, por exemplo, é fundamental conhecer as possíveis interferências ao longo do traçado, avaliar as características do solo, estudar profundidades, definir trajetória e acompanhar tecnicamente a execução.

MND não significa simplesmente perfurar sem abrir uma vala. Significa aplicar engenharia para construir redes subterrâneas com maior controle, planejamento e menor impacto urbano.

Eng. Leonardo Neves defende a disseminação das boas práticas

O Eng. Leonardo Neves, profissional atuante no segmento de infraestrutura urbana, saneamento e Métodos Não Destrutivos, vem incentivando a ampliação do debate técnico sobre segurança, capacitação e boas práticas nas obras realizadas nas cidades.

Sua atuação está diretamente ligada à implantação de redes enterradas, utilização de tecnologias MND, tubulações em PEAD e desenvolvimento de soluções que tenham como objetivo tornar as intervenções urbanas mais limpas, rápidas, planejadas e seguras.

Para Leonardo, a evolução da infraestrutura brasileira não pode estar baseada apenas em aumento de investimentos ou aquisição de novas máquinas.

É necessário também desenvolver pessoas.

Quanto maior o volume de obras de saneamento e infraestrutura subterrânea no Brasil, maior deve ser também o investimento em capacitação, planejamento, responsabilidade técnica e compartilhamento de conhecimento entre os profissionais.

Iniciativas como o encontro promovido pelo Crea-SP e pela Comgás cumprem exatamente esse papel ao aproximar quem projeta, contrata, fiscaliza, executa e opera as redes existentes.

Arena Infra: conhecimento técnico levado para perto dos profissionais

Essa mesma filosofia está presente no Arena Infra, projeto liderado pelo Eng. Leonardo Neves para aproximar profissionais das tecnologias e soluções utilizadas nas obras de infraestrutura urbana e saneamento.

O Arena Infra nasceu com uma proposta prática: criar ambientes onde profissionais possam conversar sobre os problemas reais encontrados nas obras e conhecer de perto métodos, materiais, máquinas, ferramentas e tecnologias utilizadas no setor.

São encontros que reúnem engenheiros, técnicos, operadores, gestores, concessionárias, fabricantes, prestadores de serviços, empresas de engenharia e estudantes em torno de um objetivo comum: melhorar a maneira como construímos infraestrutura.

Temas como Métodos Não Destrutivos, HDD, redes de água e esgoto, tubulações em PEAD, termofusão, eletrofusão, inspeção de redes, localização de interferências e segurança operacional fazem parte desse ecossistema de conhecimento.

A proposta é aproximar teoria e campo.

Porque grande parte dos avanços da engenharia acontece quando a experiência de quem está diariamente nas obras encontra o conhecimento de fabricantes, projetistas, concessionárias, gestores e especialistas.

Eventos presenciais criam um networking que também melhora as obras

O networking em eventos técnicos vai muito além da troca de cartões ou contatos profissionais.

Quando pessoas que enfrentam problemas semelhantes se encontram presencialmente, surgem discussões que dificilmente acontecem de outra maneira.

Um engenheiro apresenta uma dificuldade encontrada em campo. Um fabricante demonstra uma tecnologia capaz de solucionar o problema. Uma concessionária explica os cuidados necessários próximos às suas redes. Um operador compartilha uma experiência prática. Um gestor apresenta um procedimento que reduziu ocorrências.

Esse intercâmbio de experiências pode se transformar diretamente em melhoria dentro dos canteiros.

É por isso que encontros promovidos por instituições como Crea-SP, Comgás, associações técnicas, concessionárias e iniciativas como o Arena Infra possuem papel importante no desenvolvimento do setor.

Reunir profissionais comprometidos com melhorias ajuda a construir uma cultura na qual segurança e eficiência deixam de ser apenas recomendações e passam a fazer parte da rotina das obras.

O crescimento das redes subterrâneas exige uma nova cultura de planejamento

O Brasil vive um importante ciclo de investimentos em saneamento e infraestrutura urbana. Novas redes precisam ser implantadas e sistemas existentes precisam ser ampliados, substituídos e modernizados.

Ao mesmo tempo, nossas cidades estão cada vez mais ocupadas.

Isso significa que construir no subsolo urbano exigirá cada vez mais informação, tecnologia e integração entre os diferentes agentes responsáveis pela infraestrutura.

Não existe espaço para executar primeiro e descobrir as interferências depois.

É preciso conhecer, localizar, planejar e somente então executar.

Essa mudança de mentalidade é fundamental para reduzir acidentes envolvendo redes existentes e garantir que os investimentos em infraestrutura resultem em obras eficientes e seguras para trabalhadores e população.

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Engenharia de qualidade também é prevenção

O Encontro de Gestão de Obras promovido pelo Crea-SP e pela Comgás, no dia 9 de setembro, reforça uma discussão fundamental para o futuro da infraestrutura urbana brasileira.

Precisamos construir mais redes.

Precisamos ampliar o saneamento.

Precisamos modernizar nossas cidades.

Mas esse avanço precisa acontecer acompanhado de engenharia, responsabilidade técnica, capacitação e respeito às infraestruturas existentes.

Para o Eng. Leonardo Neves, incentivar esse debate faz parte da evolução do setor.

Projetos como o Arena Infra e encontros técnicos realizados por entidades, concessionárias e empresas ajudam a criar uma comunidade de profissionais cada vez mais preparada para compartilhar experiências, conhecer novas tecnologias e aplicar boas práticas no campo.

Obras mais limpas, rápidas e seguras começam antes da execução. Começam com informação, planejamento e profissionais preparados.


 

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